"Nada na vida é completamente errado. Até um relógio quebrado, duas vezes ao dia está marcando a hora certa."
segunda-feira, 8 de novembro de 2010
2. Quais foram as consequências da divisão da Irlanda?
A divisão do território irlandês não satisfez a população católica do Ulster, forçada a continuar sob domínio britânico. Os mais exaltados deste grupo nacionalista partiram para a luta armada, incluindo o terrorismo. Extremistas protestantes responderam à altura. Desde o fim dos anos 60 confinadas em bairros separados por muros e cercas de arame farpado - na capital Belfast e em outras cidades importantes -, as duas comunidades trocam tiros e bombas. Neste período, mais de 3.600 pessoas foram mortas.
1. Qual é a origem do conflito na Irlanda do Norte?
Ainda que ingleses e irlandeses tenham se enfrentado desde o século XII, quando o monarca inglês Henrique II conquistou e anexou a ilha da Irlanda por um curto período de tempo, o atual conflito tem origem nos séculos XVI e XVII. Paralelamente ao seu rompimento com o Vaticano - que fundou o Anglicanismo - a dinastia Tudor lançou a Inglaterra a uma nova tentativa de conquista da Irlanda. O sucesso da empreitada submeteu os irlandeses - católicos desde sua origem - ao governo de ingleses protestantes. A partir daí, milhares de colonos ingleses estabeleceram-se na ilha - especialmente na província de Ulster, no norte do território - discriminando, perseguindo e expulsando os nativos. Nas primeiras décadas do século XX, revoltas sucessivas resultaram na divisão da ilha: os católicos conseguiram a independência da República da Irlanda (Eire) em 1921, mas alguns condados do norte, onde os protestantes eram - e ainda são - maioria, continuaram atrelados à Inglaterra.
HISTÓRIA: PROTESTANTES E CATOLICOS NA IRLANDA DO NORTE
Qual é a causa do conflito entre católicos e protestantes na Irlanda do Norte?
É uma combinação de fatores étnicos, políticos, econômicos, religiosos e sociais que surgiram ainda na Idade Média. A história começa no século XII, quando o monarca inglês Henrique II tentou anexar a ilha da Irlanda ao seu reinado. Os irlandeses resistiram até o século XVII, mas, a partir daí, milhares de britânicos passaram a se transferir para lá. "O processo foi organizado para atrair colonos da Inglaterra, da Escócia e do País de Gales através de generosas ofertas de terras, com o objetivo de transplantar toda uma sociedade para a Irlanda", diz o antropólogo John Darby, da Universidade de Notre Dame, nos Estados Unidos. Os recém-chegados eram, em sua maioria, protestantes - enquanto os irlandeses seguiam a religião católica. Assim, o mesmo território passou a ser ocupado por dois grupos hostis, um acreditando que suas terras haviam sido usurpadas e o outro temendo rebeliões. Entre as várias províncias da ilha, a de nome Ulster, ao norte, concentrou a maior parte dos imigrantes britânicos.
A partir do século XIX, essa região se industrializou e se urbanizou mais rápido, aumentando as diferenças econômicas em relação ao sul do país, ainda dependente da agricultura. Como as tensões continuavam, em 1920 o parlamento inglês criou duas regiões com autogoverno limitado na ilha: a de Ulster, ou Irlanda do Norte, com predomínio de protestantes, e a dos condados restantes, a Irlanda, com maioria católica. Dois anos depois, a soberania da Irlanda aumentou, abrindo caminho para que a parte sul da ilha se tornasse um país totalmente independente da Inglaterra. Mas os católicos que viviam na Irlanda do Norte - hoje 40% da população - continuaram insatisfeitos. E foi lá que se acirraram os conflitos entre grupos armados dos dois lados, como o Exército Republicano Irlandês (o IRA, católico e pró-independência) e os movimentos unionistas (protestantes e pró-Inglaterra).
O mais famoso episódio desse histórico conflito ocorreu em 30 de janeiro de 1972, quando soldados britânicos mataram 14 católicos que faziam parte de uma manifestação na cidade de Derry, na Irlanda do Norte, incidente conhecido como Domingo Sangrento (o Sunday Bloody Sunday cantado pelo U2). Essa violência caiu a partir dos anos 90 - mas, até 2000, a lista de vítimas do conflito apresentava um total de mais de 3 600 mortos.
É uma combinação de fatores étnicos, políticos, econômicos, religiosos e sociais que surgiram ainda na Idade Média. A história começa no século XII, quando o monarca inglês Henrique II tentou anexar a ilha da Irlanda ao seu reinado. Os irlandeses resistiram até o século XVII, mas, a partir daí, milhares de britânicos passaram a se transferir para lá. "O processo foi organizado para atrair colonos da Inglaterra, da Escócia e do País de Gales através de generosas ofertas de terras, com o objetivo de transplantar toda uma sociedade para a Irlanda", diz o antropólogo John Darby, da Universidade de Notre Dame, nos Estados Unidos. Os recém-chegados eram, em sua maioria, protestantes - enquanto os irlandeses seguiam a religião católica. Assim, o mesmo território passou a ser ocupado por dois grupos hostis, um acreditando que suas terras haviam sido usurpadas e o outro temendo rebeliões. Entre as várias províncias da ilha, a de nome Ulster, ao norte, concentrou a maior parte dos imigrantes britânicos.
A partir do século XIX, essa região se industrializou e se urbanizou mais rápido, aumentando as diferenças econômicas em relação ao sul do país, ainda dependente da agricultura. Como as tensões continuavam, em 1920 o parlamento inglês criou duas regiões com autogoverno limitado na ilha: a de Ulster, ou Irlanda do Norte, com predomínio de protestantes, e a dos condados restantes, a Irlanda, com maioria católica. Dois anos depois, a soberania da Irlanda aumentou, abrindo caminho para que a parte sul da ilha se tornasse um país totalmente independente da Inglaterra. Mas os católicos que viviam na Irlanda do Norte - hoje 40% da população - continuaram insatisfeitos. E foi lá que se acirraram os conflitos entre grupos armados dos dois lados, como o Exército Republicano Irlandês (o IRA, católico e pró-independência) e os movimentos unionistas (protestantes e pró-Inglaterra).
O mais famoso episódio desse histórico conflito ocorreu em 30 de janeiro de 1972, quando soldados britânicos mataram 14 católicos que faziam parte de uma manifestação na cidade de Derry, na Irlanda do Norte, incidente conhecido como Domingo Sangrento (o Sunday Bloody Sunday cantado pelo U2). Essa violência caiu a partir dos anos 90 - mas, até 2000, a lista de vítimas do conflito apresentava um total de mais de 3 600 mortos.
sexta-feira, 6 de agosto de 2010
A economia chinesa é notada por alto nível de crescimento orientado à exportação. A sua transformação em economia mista, foi iniciada por Deng Xiaoping em 1978, após a falha da economia planificada em desenvolver os sistemas produtivos chineses a níveis aceitáveis.
As reformas de Xiaoping incluíram a privatização das fazendas, o que pôs fim à agricultura coletiva, e de indústrias estatais que fossem consideradas de baixo desempenho na época, como mineração e produtos básicos (roupas, processamento de alimentos), entre outras. Em 1997 a China abandonou de vez o socialismo de mercado para o capitalismo convencional, acabando com o principio de propriedade estatal e executando um segundo maciço programa de privatização. Para selar sua condição de economia globalizada, em 2001 a China foi aceita na Organização Mundial do Comércio. Atualmente, 70% da economia da China é privada, e este número continua crescendo.
Este robusto crescimento econômico, combinado com excelentes fatores internos como estabilidade política, grandes reservas em moeda estrangeira (a maior do mundo, com US$ 818,9 bilhões), mercado interno com enorme potencial de crescimento, faz com que a China seja atualmente um dos melhores locais do mundo para investimentos estrangeiros, com uma avaliação de risco (Moody's) A2, índice considerado excelente.
Houve nos últimos anos um aumento significativo da qualidade de vida dos chineses. Apenas 10% da população vive abaixo da linha da pobreza e 99,8% dos jovens são alfabetizados (em comparação com 69,9% da década de 1980). A expectativa de vida chinesa é a terceira maior do leste asiático, com 71,9 anos, atrás de Japão, com 82,2, e de Coréia do Sul, com 77,3.
As reformas de Xiaoping incluíram a privatização das fazendas, o que pôs fim à agricultura coletiva, e de indústrias estatais que fossem consideradas de baixo desempenho na época, como mineração e produtos básicos (roupas, processamento de alimentos), entre outras. Em 1997 a China abandonou de vez o socialismo de mercado para o capitalismo convencional, acabando com o principio de propriedade estatal e executando um segundo maciço programa de privatização. Para selar sua condição de economia globalizada, em 2001 a China foi aceita na Organização Mundial do Comércio. Atualmente, 70% da economia da China é privada, e este número continua crescendo.
Este robusto crescimento econômico, combinado com excelentes fatores internos como estabilidade política, grandes reservas em moeda estrangeira (a maior do mundo, com US$ 818,9 bilhões), mercado interno com enorme potencial de crescimento, faz com que a China seja atualmente um dos melhores locais do mundo para investimentos estrangeiros, com uma avaliação de risco (Moody's) A2, índice considerado excelente.
Houve nos últimos anos um aumento significativo da qualidade de vida dos chineses. Apenas 10% da população vive abaixo da linha da pobreza e 99,8% dos jovens são alfabetizados (em comparação com 69,9% da década de 1980). A expectativa de vida chinesa é a terceira maior do leste asiático, com 71,9 anos, atrás de Japão, com 82,2, e de Coréia do Sul, com 77,3.
Para os chineses, a arquitetura deveria ser uma réplica do universo. As formas quadradas, que representam a terra, e as arredondadas, que simbolizam o céu, combinam-se de tal maneira que tanto templos quanto pagodes exibem aparência semelhante em atenção a essas normas. Os imponentes pagodes chineses seriam o reflexo dos stupas indianos e posteriormente a origem de toda arquitetura monumental chinesa e japonesa.
No geral, as construções chinesas que mais receberam atenção foram os templos, localizados sobre um terraço com orientação específica, tendo em vista as estações do ano. O exemplo mais interessante é o da Cidade Proibida, construída para o imperador no início do século XV.
O Templo do Céu, situado na Cidade Proibida de Pequim, é um resumo das tendências da arquitetura chinesa. Une o circular, o céu, com os três níveis de tetos curvados para cima, uma proteção eficiente contra a energia negativa. Os telhados típicos de terracota, com suas pontas para cima, além de serem uma realização complexa, simbolizam na China a união entre o celestial e o terrestre.
No geral, as construções chinesas que mais receberam atenção foram os templos, localizados sobre um terraço com orientação específica, tendo em vista as estações do ano. O exemplo mais interessante é o da Cidade Proibida, construída para o imperador no início do século XV.
O Templo do Céu, situado na Cidade Proibida de Pequim, é um resumo das tendências da arquitetura chinesa. Une o circular, o céu, com os três níveis de tetos curvados para cima, uma proteção eficiente contra a energia negativa. Os telhados típicos de terracota, com suas pontas para cima, além de serem uma realização complexa, simbolizam na China a união entre o celestial e o terrestre.
China, potência do século XXI? A "longa marcha do desenvolvimento"
Meio século após a proclamação da República Popular da China (RPC), esse país continua sendo considerado por muitos analistas como uma nação fora dos padrões correntes de comportamento internacional. Depois de ter sido considerado nas décadas de 70 e 80 um regime reformista e modernizador, nos anos 90 o governo chinês vem sendo caracterizado como violador dos direitos humanos (desde a repressão da Praça da Paz Celestial) e opressor de minorias étnicas, na contra-mão da História. Mesmo o seu desenvolvimento econômico, anteriormente tão elogiado, agora é enfocado a partir de seus custos sociais e ambientais tendo sua fragilidade ressaltada a todo momento, sobretudo a partir da crise financeira asiática de 1997. Aplaudido como aliado da estratégia anti-soviética dos EUA nas décadas anteriores, seu potencial militar é hoje apontado como ameaça internacional. Afinal, no umbral do Terceiro Milênio, qual é a identidade e o rumo da China?
Em primeiro lugar, é necessário observar que a Revolução Chinesa combinou duas dimensões complementares: a social e a nacional. Enquanto buscava um caminho que desencadeasse a transformação das estruturas do mundo camponês (reforma agrária, emancipação da mulher, industrialização), o maoísmo tratava de garantir a soberania do país e do regime implantado em 1949. Assim, nos anos 50 a segurança foi a prioridade, obtida através da aliança (por vezes sufocante) com a URSS. Nos anos 60, a independência e a autonomia passaram a ser as metas centrais, levando ao conflito sino-soviético. Nos anos 70, a modernização e o desenvolvimento tornaram-se tarefas estratégicas, que implicavam na normalização das relações com os países capitalistas desenvolvidos.
Assim, após vinte anos de marginalização internacional e de complicados experimentos e conflitos internos (o pior deles a Revolução Cultural), a RPC aproximou-se do Ocidente e passou a ocupar o assento do país como membro permanente do Conselho de Segurança da ONU em 1971. Durante a década de 70, enquanto procedia-se a renovação da elite dirigente, a inserção internacional da China era empreendida com sucesso, num processo complementar. Desta forma, em 1978, o Partido Comunista da China (PCC) lançou uma política de reformas e modernização, sob a liderança de Deng Xiaoping. Desde então, o país vem experimentando um acelerado crescimento econômico e participando ativamente da vida internacional.
A partir de então, a China jogou habilmente a cartada anti-soviética, conseguindo um tratamento privilegiado em termos econômicos (comércio, investimentos e cooperação tecnológica). As reformas na agricultura (através da descoletivização), por sua vez, eram indispensáveis para eliminar pontos de estrangulamento da economia, permitindo a aceleração da industrialização, com o desenvolvimento de indústrias de bens de consumo para o mercado interno (equilibrando as trocas campo-cidade).
De outra parte, o estabelecimento das Zonas Econômicas Especiais permitiu a criação de plataformas de exportação, que obtiveram divisas fortes, investimentos e tecnologia. Concomitantemente, enquanto o planejamento socialista era descentralizado (envolvendo as comunidades locais e flexibilizando os mecanismos de tomada de decisão), o mercado era centralizado, devido à integração entre as regiões e os ramos da economia. Era o que Deng Xiaoping denominou Economia Socialista de Merca
do.
Arquitetura Chinesa
A arte do Extremo Oriente, rica e variada em suas manifestações, revela, na China e no Japão, estreito relacionamento com a religião, sendo ao mesmo tempo eco das numerosas dinastias chinesas e dos guardiões da cultura (bonzos) japoneses. O vínculo permanente entre ambos os países determinou a influência do primeiro sobre o segundo, desde os séculos V e VI até o XIX, em todas as disciplinas artísticas. Um dos fatores que determinaram essa estreita relação cultural foi a religião, mais precisamente o budismo. Os chineses, a princípio taoístas e confucionistas, começaram a absorver as crenças budistas, depois da expansão do império grupta (indiano) no século IV, sendo definitiva a instauração dessa religião durante a dinastia T'ang (século IV).
Tanto a arquitetura chinesa quanto a japonesa tiveram e continuam tendo um caráter eminentemente funcional, não apenas no que se refere à habitabilidade, mas também ao conceito de integração ao cosmo ou harmonização com a natureza.
Meio século após a proclamação da República Popular da China (RPC), esse país continua sendo considerado por muitos analistas como uma nação fora dos padrões correntes de comportamento internacional. Depois de ter sido considerado nas décadas de 70 e 80 um regime reformista e modernizador, nos anos 90 o governo chinês vem sendo caracterizado como violador dos direitos humanos (desde a repressão da Praça da Paz Celestial) e opressor de minorias étnicas, na contra-mão da História. Mesmo o seu desenvolvimento econômico, anteriormente tão elogiado, agora é enfocado a partir de seus custos sociais e ambientais tendo sua fragilidade ressaltada a todo momento, sobretudo a partir da crise financeira asiática de 1997. Aplaudido como aliado da estratégia anti-soviética dos EUA nas décadas anteriores, seu potencial militar é hoje apontado como ameaça internacional. Afinal, no umbral do Terceiro Milênio, qual é a identidade e o rumo da China?
Em primeiro lugar, é necessário observar que a Revolução Chinesa combinou duas dimensões complementares: a social e a nacional. Enquanto buscava um caminho que desencadeasse a transformação das estruturas do mundo camponês (reforma agrária, emancipação da mulher, industrialização), o maoísmo tratava de garantir a soberania do país e do regime implantado em 1949. Assim, nos anos 50 a segurança foi a prioridade, obtida através da aliança (por vezes sufocante) com a URSS. Nos anos 60, a independência e a autonomia passaram a ser as metas centrais, levando ao conflito sino-soviético. Nos anos 70, a modernização e o desenvolvimento tornaram-se tarefas estratégicas, que implicavam na normalização das relações com os países capitalistas desenvolvidos.
Assim, após vinte anos de marginalização internacional e de complicados experimentos e conflitos internos (o pior deles a Revolução Cultural), a RPC aproximou-se do Ocidente e passou a ocupar o assento do país como membro permanente do Conselho de Segurança da ONU em 1971. Durante a década de 70, enquanto procedia-se a renovação da elite dirigente, a inserção internacional da China era empreendida com sucesso, num processo complementar. Desta forma, em 1978, o Partido Comunista da China (PCC) lançou uma política de reformas e modernização, sob a liderança de Deng Xiaoping. Desde então, o país vem experimentando um acelerado crescimento econômico e participando ativamente da vida internacional.
A partir de então, a China jogou habilmente a cartada anti-soviética, conseguindo um tratamento privilegiado em termos econômicos (comércio, investimentos e cooperação tecnológica). As reformas na agricultura (através da descoletivização), por sua vez, eram indispensáveis para eliminar pontos de estrangulamento da economia, permitindo a aceleração da industrialização, com o desenvolvimento de indústrias de bens de consumo para o mercado interno (equilibrando as trocas campo-cidade).
De outra parte, o estabelecimento das Zonas Econômicas Especiais permitiu a criação de plataformas de exportação, que obtiveram divisas fortes, investimentos e tecnologia. Concomitantemente, enquanto o planejamento socialista era descentralizado (envolvendo as comunidades locais e flexibilizando os mecanismos de tomada de decisão), o mercado era centralizado, devido à integração entre as regiões e os ramos da economia. Era o que Deng Xiaoping denominou Economia Socialista de Merca
do.
Arquitetura Chinesa
A arte do Extremo Oriente, rica e variada em suas manifestações, revela, na China e no Japão, estreito relacionamento com a religião, sendo ao mesmo tempo eco das numerosas dinastias chinesas e dos guardiões da cultura (bonzos) japoneses. O vínculo permanente entre ambos os países determinou a influência do primeiro sobre o segundo, desde os séculos V e VI até o XIX, em todas as disciplinas artísticas. Um dos fatores que determinaram essa estreita relação cultural foi a religião, mais precisamente o budismo. Os chineses, a princípio taoístas e confucionistas, começaram a absorver as crenças budistas, depois da expansão do império grupta (indiano) no século IV, sendo definitiva a instauração dessa religião durante a dinastia T'ang (século IV).
Tanto a arquitetura chinesa quanto a japonesa tiveram e continuam tendo um caráter eminentemente funcional, não apenas no que se refere à habitabilidade, mas também ao conceito de integração ao cosmo ou harmonização com a natureza.
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